sexta-feira, 29 de abril de 2011

Nuevamente en Argentina

O post é sobre uma viagem para Argentina...
Ainda não é o post das férias de janeiro, (que ainda sairá!)...
Dessa vez foi uma viagem PAItrocinda para toda família no início de abril .
O destino foi Bariloche e mi Buenos Aires querido...
Bariloche fora de temporada é uma graça! Lagos de degelo, cumes esbranquiçados, álamos amarelados, sorbus avermelhados, chocolates e alfajores artesanais em todas as esquinas... Clima e cores de filme em que o cenário é uma linda casa nas montanhas. Não há filas e nem muvucas!  Muy tranquilo!
Para Buenos Aires é sempre muito bom retornar... Orgias gastronômicas, tangos passionais, avenidas largas, opções mil... Desta vez, os pontos altos foram:
·         Restaurante Las Lilas (segundo o Rodrigo, melhor carne que ele já comeu na vida!);
·         Senhor Tango: eu adoro shows de tango!
·         Passeio de barco pelo Delta do Tigre. É lindo! Da muita vontade de ter uma casa lá.
A semana que passou foi ótima! Antigamente, (leia-se durante os 3 últimos anos), me dava uma deprê saber que eu tinha que voltar para casa... Isso mudou, atualmente sou tomada por lapsos de alegria toda vez que lembro que o destino final das minhas férias é Floripa! Como é bom gostar do lugar que a gente vive!
Mel, agora, em Floripa, curtindo o outono de 2011, em fase feliz, tranqüila e enraizada...
 Bariloche

 Bariloche

 Bariloche

 Bariloche

 Delta do Tigre

 Que tal uma casinha nas margens do Delta para os finais de semana ???

 A tchurma no Sr. Tango

Entradinhas do Las Lilas...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Just to say a Hi

Sumida novamente eu estou... Preguicinha de escrever  (mas prometo que sai o meu post tim-tim por tim-tim sobre minhas aventuras na Argentina) e correrias burocráticas em busca de um lar foram as principais razões!
Ao que tudo indica, (não digo 100% de certeza, pois já aprendi que alegria de pobre dura pouco), até sexta-feira estamos com as chaves da nossa casinha no Campeche em mãos... Uma casinha simples, cor-de-rosa , com um limoeiro e uma pitangueira no quintal e a 800 m da praia... Em breve fotos...Provavelmente, depois que for pra lá , vou sumir por uns tempos ainda até a tecnologia chegar ao meu cubículo.
Resolvi também o meu impasse com a Tim! Pra quem não sabe: sempre que vc tiver problemas com essas companhias vampirescas de celular, faça apenas uma tentativa para resolver o seu problema com os super-brem-treinados em te enrolar do suporte técnico da operadora. Se não resolveram nessa primeira e única tentativa, ligue para Anatel (133). A Anatel da uma prensa na operadora que tem até 5 dias para resolver o impasse. Much easier!
Atendendo aos pedidos, posto umas fotinhos da Mumu, que por sinal está no cio, suuuper piriguete! As fotos são com a nova-melhor-amiga dela, a Felícia, uma gatinha fofa, que minha irmã encontrou na rua e veio fazer parte da família Somensi... Como vcs podem ver, Múcua é uma cachorrinha de mente aberta e sem preconceitos!






quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Eu também vou reclamar!

É muito bom estar de volta, porém como eu nasci com o sol em virgem, faz parte da minha natureza ser cricri.

Lembra quando eu falei aqui toda serelepe que estava indo embora de um lugar selvagem em que o erro da companhia era pago pelo cliente? Mordi minha língua! Assim que reabilitamos os nossos celulares, pedimos desativação da internet já que os e-mails ficavam baixando por conta própria no celular. Achamos civilizadíssimo, bastou uma ligação e veio até o no. do protocolo por msg do tal do pedido. Porém, chega agora uma conta astronômica da TIM devido ao uso massivo de internet pelo celular. Ao tentarmos resolver o problema, tanto a postura da loja, quanto da central de atendimento, é fazer aquele jogo cansativo de empurra-empurra, sempre tentando nos convencer de que não há nada que eles possam fazer, pois ocorreu um erro na solicitação do pedido. E o que eu tenho a ver com esse erro??? Mal sabem eles, que estão falando com uma pessoa desocupada, que acabou de sair de uma terra sem lei, louca para agarrar os mínimos direitos que ela tem! Aqui, por mais obscuros e cansativos que sejam, existem os caminhos para as coisas serem resolvidas de maneira correta. E eu vou atrás disso com unhas e dentes... Procon é o meu próximo passo!

Gi e Bob, vcs estão em Angola, eu sei que é duro, mas existem coisas muito legais aí! O sushi do Cais de Quatro é muito melhor do que qualquer sushi de Florianópolis. Aliás, todos os sushis que fomos aqui até agora foram péssimos. O ambiente parece uma padaria de tanto barulho, o sushi parece um bolinho de arroz pré-frito, além de se desmanchar pela metade a cada mergulhadinha no shoyu. Também não dá para pedir vinho, as garrafas mais baratas custam 40 reais. Por isso, aproveitem e vão bastante ao Cais de Quatro comer sushi e beber “2 oceans” geladinho.

Ah! O queijo feta do Shoprite também é muito melhor, aqui além de ser mais caro (R$ 10,00 um mísero pedaço) tem gosto e consistência de mussarela de cabra. Acabou o meu hábito alimentar grego (ai que chiiique!!) de comer queijo feta na salada, voltamos ao queijo branco normal de vaca!

Última reclamação, segunda-feira estava eu e o Rodrigo dando uma corridinha na beira-mar, (estamos nos esforçando para perder os 4 Kg que a Argentina nos fez incorporar com os seus deliciosos bifões de choriço), quando fomos parados pela polícia orientando que retornássemos para casa, pois 78 presos fugiram da penitenciária estadual de Florianópolis. Estava uma verdadeira operação de guerra, dois helicópteros, vários carros da polícia, um pânico só! Mas vejam que coisa mais estúpida, Florianópolis, capital de Santa Catarina, tem um presídio no meio da cidade! Por que ninguém tira essa merda daí??? O principal motivo que eu vejo, é que esse terreno vale muuuiiitos milhões, e a briga para ver quem vai abocanha esse chão é de cachorros muito grandes. Aliás, eu e o Rodrigo assistimos Tropa de Elite 2 (acho que só faltava a gente no Brasil inteiro), e é incrível como é podre a maneira que o sistema funciona. Tão podre que eu fiquei chocada com a minha ingenuidade, nem nas minhas piores teorias conspiratórias imaginei tanta sujeira reunida!

Pronto! Desabafei! Xau pra vcs!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Show Ben Harper

Antes de escrever o meu interminável post sobre as minhas férias na Argentina (eu sei, ninguém merecer ler isso!), preciso registrar o seguinte: UHUUUU!!! O SHOW DO BEM HARPER FOI DO CARAIO!!!

Sou consciente dos podres poderes que rolaram nos bastidores para esse show acontecer, mas minha gente, o show foi inesquecível!!! A acústica estava perfeita, um show ao ar livre super intimista e o Bem Rápido (como dizem os manezinhos) é incrivelmente musical!!! E quando entrou a linda da Vanessa da Mata para cantar “Boa Sorte/ Good Luck”??!! Foi um grande presente o show de ontem! Estou extasiada! Bis! Bravo!

Hoje também é um dia muito especial pois é aniversário do meu amor! Baby, mesmo sendo um pouco brabinha, I love you so much! Que o tempo fortaleça cada vez mais o nosso amor!

 Uma palhinha do show de ontem

Amor I love you

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Parte I: Chile

No dia 28 de dezembro chegamos em Santiago e no mesmo dia partimos, (eu, Rodrigo e nosso hijo Andrezito),  para cidade litorânea de Pichilemu.

Pichilemu foi escolhida (não por mim, of course!) por ser muito conhecida pelas suas ondas grandes. Existem 3 picos de onda: La Puntilha (que foi onde ficamos), Infernilho (poucos metros de La Puntilha) e Punta Lobos, o mais conhecido por ser o point mais tradicional das ondas gigantes do Chile e fica a 6 km de La Puntilha.

Porém, ao chegar em Pichilemu fui tomada por uma onda de aflição: a cidade em plena temporada parecia uma cidade fantasma! A pousada, recomendada por um amigo, tinha cerca de 10 quartos com camas pulguentas e 1 banheiro (chheeeio de areia preta) para ser compartilhado. O céu era cinza e o tempo gelado e a minha primeira providência foi trocar o meu look verão para uma calça e um casaco bem quentinhos. E a segunda, foi dizer ao Rodrigo que eu estava voltando para Santiago. Mensagem entendida, mudamos de hospedagem e alugamos um chalezinho com dois quartos, uma cozinha e um banheiro. Menos mal! (endereço dos chalés: www.santairene.cl)

Chegar em Pichilemu me fez entender porque o meu amigo Ricardo nunca quis que a Gi, sua namorada, fosse com ele surfar nas praias peruanas. Acho que boa parte das praias da América do Sul, banhadas pelo pacífico, têm essas características: areia preta, água gelada e paisagem desértica. Sem contar a infra-estrutura: esqueçam restaurantes e pousadinhas charmosas e românticas!... Neste cenário, não esqueçam que estamos numa surf trip, então enquanto vc procura se entreter sozinha de alguma forma na areia, eles passam horas e horas surfando... E, se não bastasse, quando saem da água passam horas e mais horas conversando sobre assuntos super interessantes como: surf, swell, ondas, direção do vento... óótttemo!!!

Como eu já conheço este enredo, sempre tenho pelo menos um livro para me entreter na areia... Dessa vez, o meu companheiro foi Comprometida da Liz Gilbert, que infelizmente terminou no terceiro dia, já que as sessões de surf eram demasiadamente longas.

Liz, como eu, adora cascavilhar, aprofundar, se torturar e complicar mais o que já é complicado. Eu, em Pichilemu, estava com a cabeça afetada pelas inúmeras indagações de Liz e cercada pela super praticidade masculina. Às vezes, cansada do disco furado “onda”, “surf”, “swell”, eu lançava algumas discussões despretensiosas. Exemplo: um estudo mostrou que as mulheres casadas tinham mais depressão, morriam mais cedo e ganhavam menos que as mulheres solteiras. A estatística para os homens mostrava justamente o contrário, os casados tem menos depressão, vivem mais e ganham mais... O André, que coincidentemente estava lendo “comer, rezar e amar” (indicação da professora-gatinha de pilates para os homens entenderem melhor a alma feminina), achava a Liz uma chata-deprimida-mal comida. Para ele o livro era cheio de detalhes desnecessários, e foi difícil passar da parte da Itália e estava mais difícil ainda passar a parte da Índia. Ele não entendia porque ela não deu para o italiano, o que ela precisava era de sexo descompromissado para parar de reclamar e procurar problemas onde não existem. Muito sensível, hem?!

Até o reveillon os dias se passaram assim: lendo na areia (por hooooras), dias bem frios, surf (para eles), caminhadas de 6 km diárias para Punta Lobos (como na próxima semana nos esperavam pelo menos 90 km de caminhadas, precisávamos treinar as perninhas), vinhos (rose para mim, tinto para eles) e os nossos ranguinhos diários na mini cozinha do chalé. A comida diária costumava ser peixe, em especial a reineta, A reineta é uma delícia e preparávamos no forno, na manteiga, como ceviche ou como caldo de peixe. Estava tudo até bem agradável, clima semana de chuva na Guarda-do-Embaú.

A virada do ano passamos nas areias de Pichilemu, curtindo a queima de fogos da prefeitura. Essa parte foi divertida! Librinados por garrafas de vinho chileno, gritávamos um “Feliz Año Nueno” de língua enrolada e confraternizávamos com nossos hermanos chilenos. Mas a bebida ficou exagerada, as energias testosterônicas do meu marido e do meu hijo Andrezito se convergiram  e eles voltaram a ter 18 anos de idade e se comportarem como tal. Cansei e fui para casa passar a minha primeira noite de 2011 emburrada!

No primeiro dia de janeiro, enquanto passamos boa parte do dia dormindo embaixo de diversas camadas de cobertor para curar a ressaca, Pichilemu provavelmente viveu o dia mais agitado de 2011. As areias pretas foram tomadas por milhares de chilenos, que pareciam não notarem que tinha um ar-condicionado geladíssimo ligado na praia. Todos se comportavam como se estivessem sob um sol de rachar, em uma praia do nordeste brasileiro, com águas muy calientes.

O dia seguinte foi um dia especial, pois foi o primeiro dia de sol desde que chegamos! E que sol! A proximidade do sul da terra com o sol nessa época do ano, bem como o achatamento das extremidades do globo, faz com que o sol incida de maneira muito violenta, e até nos dias cinzentos, o uso de grossas camadas de FPS 50 não evitavam narizes e bochechas rosadas. Mesmo assim, o aparecimento do sol fez Pichilemu se transformar numa cidade colorida e vibrante, ao contrário da sensação monótona que as cores monocromáticas do céu acinzentado provocavam.

No dia 3 de janeiro apareceram as famosas ondas gigantes, que fazem  Punta Lobos ser tão comentada entre os surfistas. Ao chegar na praia, a sensação eufórica dos meninos foi transformada em decepção... Quando eles se depararam com essas enormes paredes de água, eles caíram na real que era outro tipo de surf, e as suas pranchas não haviam sido feitas para enfrentar ondas com o tamanho de uma casa de 2 andares.O que eu achei ótimo, pois já estava suficientemente agoniada com alguns caldos de pouquíssimos estranhos que se encontravam no mar. Embora não tenha como não vibrar ao ver um pontinho de gente descendo habilidosamente uma montanha de água.

Para não deixar a impressão que André e Rodrigo são dois surfistas cagões-merrequeiros, pela tarde (depois de uma terrível depressão por não terem surfado Punta Lobos... depois Liz Gilbert é que faz tempestade em copo d’água, hem?!) eles resolveram cair no pico de surf próximo a nossa cabaninha em La Pontilha. As crianças saíram felizes e animadas d’água com as ondas “3 over head” que eles pegaram. Eu também estava feliz porque a temporada de surf da viagem estava terminando e junto o meu período de mera coadjuvante insignificante. O próximo dia seria o dia de voltar para Santiago e pegar um ônibus com destino a Mendoza na Argentina.

Aqui uma dica! Ficamos na dúvida se alugávamos um carro ou ficávamos dependentes de ônibus e taxis. Optamos por andar de ônibus e taxis e acredito que tenha sido a melhor opção em termos econômicos. O aluguel de carro é caro, enquanto taxi e ônibus vc fica até confuso se entendeu direito o valor pois costumam ser bem em conta!

Então no dia 4 pela manhã pegamos um ônibus para Santiago e depois partimos para Mendoza. Passamos ao total 9 dias na Argentina e depois retornamos novamente para Santiago, onde ficamos mais 2 dias antes de pegarmos nosso vôo para o Brasil.

Já que esta é a parte sobre o Chile, segue antecipadamente minhas impressões sobre Santiago.

Chegamos em Santiago no dia 14 pela manhã, depois de termos passado a noite inteira viajando de ônibus. O hotel que reservamos estaria disponível a partir das 14 horas, então ficamos (novamente eu, Rodrigo e nosso hijo Andrezito) perambulando cansados e um pouco mal-humorados por Santiago. Rodrigo queria dar uma enrolada no tiozinho que cuidava da piscina do hotel e ficar estirado por lá, Andrezito parecia um japonês sacando fotos, e eu queria simplesmente passear descompromissadamente pelos parques e ruas de Santiago. Eu sei que o calor estava infernal, mas já que estávamos ali.... Passamos por uma igreja antiga, por uma bandeira gigante do Chile e chegamos em frente ao museu de belas artes. Lá tinha um lindo parque, sugeri que poderíamos descansar por lá. O mal humor coletivo masculino ralhou de mim dizendo que aquela grama estava cheia de cocô de cachorro. Então tá! Então fomos ao tão falado mercado público de Santiago. Sinceramente, não sei porque tanto alarde de “vcs precisam conhecer o mercado público de Santiago”. O lugar é um mercado de peixe fedorento, que não respeita as mínimas condições higiênicas-sanitárias e de instalações. Almoçamos por lá mesmo, mas nada de mais... Na realidade, como havíamos acabado de voltar da Argentina, fica difícil não comparar preço, estrutura e qualidade. Resumindo, Chile ou Argentina? Do que eu conheci, prefiro a Argentina! Além disso, mil vezes o mercado público de Floripa, mais limpinho, organizado, agradável... mais tudo!

Como o desânimo estava geral, fomos dormir a tarde toda no hotel. Acordamos para jantar num restaurante bacana de comida patagônica que ficava em um calçadão (adoro isso!). Estava tudo delicioso, mas novamente as comparações: “em Mendoza esse vinho custava a metade e o bife também”, “em Mendoza eles atendiam muito melhor, que garçom lesado!”, e assim por diante...

Eu ainda tinha duas programações para Santiago: a vinícola concha e toro e conhecer um shopping de artigos esportivos que os Argentinos diziam que era super barato.

A ala masculina estava cansada e queria apenas ir para o shopping. Até porque o que estavam cobrando para conhecer a Concho y Toro estava muito salgado para o final de uma viagem. Então, no nosso último dia de viagem fomos para o tal shopping. O dia começou meio estressado, eu louca para sair do hotel (afinal já era quase meio-dia) e os meus queridos companheiros estavam irritantemente lentos. Eu briguei com o Rodrigo. O Rodrigo brigou comigo e o André o defendeu. Então deu para imaginar o climão que se passou o resto do dia.

O tal shopping era do outro lado da cidade e nada barato, além disso, fiquei irritada duplamente pois André e Rodrigo queriam ver tudo o que não eu não queria ver. Resumindo: a vela era eu, não o André, eles irritantemente se uniram, me excluíram, faziam apenas o que  queriam e me rotulavam de chata.

Retomando algo que eu disse no início do relato do Chile, esse comportamento de cumplicidade masculina, só reforçou a idéia de que existem viagens para ele e para ela. Eu amo viajar, mas a próxima viagem em que eu me ver cercada exclusivamente de homens eu irei ponderar. Mesmo casada, é claro que o Rodrigo prefere fazer coisas de meninos do que de meninas, da mesma forma, é muito mais fácil ele se indispor comigo do que com um amigo. O que acontecia? Se o programa agradava os três, ok! Se o programa só agradava a Mel, forget! E coincidentemente, sempre os dois estavam de acordo com os programas, e se a Mel não quer, problema dela! Mas isso são águas passadas... Relembrando uma frase de Comprometida : “Dá para medir a felicidade de um casamento pelo número de cicatrizes que cada parceiro tem na língua, conseguidas durante anos de mordidas para não deixar sair palavras raivosas”.

Mas algo que realmente me encantou no Chile foi o povo. Em geral, são todos muito simpáticos! Mesmo na capital, as pessoas têm uma despreocupação que aqui só encontramos em gente do interior. Todos no parque até altas horas, namorando, passeando nas ruas... aqui a gente está sempre desconfiado, olhando para os lados... viver sem paranóias de violência deixa todos muito mais leves e abertos para serem simpáticos e receptivos!

O Chile foi bom. Gostei. Mas não amei. Talvez pelas circunstâncias, talvez pelas comparações com a Argentina, talvez porque não fui conhecer o lado do Chile que mais me atrai. De qualquer forma, que bom que ele fica aqui do lado e novas oportunidades de passar por lá virão...

 Reineta

 Pichilemu cinzenta


 Feliz Año Nuevo!!!

Reparem no pontinho de gente - Punta Lobos

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Feliz 2011!!!!

Quero iniciar o 1º post de 2011 desejando um feliz, bem feliz ano novo para todas as pessoas que me são queridas! Smacccckkkkk!!!

Neste último mês, confesso que fui bem ausente quanto às mensagens de Feliz Natal, Ano Novo, MSN e e-mails, mas a confluência de férias +  mudança me fez sair de órbita...  As mensagens com votos de felicidades são recíprocas e sempre que as lia pensava: “preciso responder isso mais tarde”... acho que o mais tarde virou beeemmm tarde, mas mesmo assim, aceitem o meu sincero Feliz 2011  no início de fevereiro!

Faz 2 semanas que finquei definitivamente os pés no Brasil e percebi que era hora de começar a pensar (e agir) na vida que está por vir (embora tudo isso a passos lentos, muy lentos, sem stress)... Eu queria começar a escrever sobre isso, mas primeiro quero registrar minhas férias...

Informações detalhadas sobre férias alheias podem ser bem chatas, não me importo, pois não quero que estes momentos que foram registrados na minha agendinha velha, fiquem por lá esquecidos e  repletos de frases e pensamentos desconexos que com o tempo perdem o sentido... 

Desta vez o destino foi Chile-Argentina... A razão desse local não se deu por motivos aleatórios, e sim por uma triste fatalidade. No dia 6 de dezembro de 2009, um amigo muito querido, que seria meu padrinho de casamento, faleceu por um fulminante câncer de pulmão. Na sua carta de despedida, ele pediu que uma parte de suas cinzas fossem jogadas pelos amigos em algum lugar na Cordilheira dos Andes.

Para homenagear esse aventureiro nato (o mais que eu já conheci), que viveu os seus 34 anos de forma intensa e acelerada, como se sempre soubesse que o seu tempo por aqui seria curto, escolhemos como destino o acampamento base da montanha mais alta das Américas, o Aconcagua.

Porém, além da nossa jornada rumo à montanha, fomos conhecer a cidade litorânea de Pichilemu no Chile, passando por Mendoza e Santiago.

Para organizar melhor as idéias, (e porque estou com preguiça de escrever tudo numa tacada só), vou dividir o relato em Chile (parte I) e Argentina (parte II).

Inté! e FELIZ ANO NOVO!!!

 Feliz, bem feliz 2011!!!

Marquinho em uma de suas aveturas. Pura Vida, meu irmão!!!